quinta-feira, 13 de maio de 2010

Same, same but different

Cheguei. Depois da minha aventura até o aeroporto, de um longo voo até Paris, de esperar quase sete horas para pegar outro para Bangkok, me senti realizada ao pousar na cidade após quase 48 horas. Em Paris encontrei com a Cássia, amiga de infância e quem teve a idéia dessa viagem. A Let e a Luana, cada uma morando numa parte do mundo, formaram o quarteto de mochileiras.

Posso dizer que já de início a Tailândia mexe com os sentidos. Ao deparar com Bangkok, uma cidade com muitos contrastes, cheiros e sabores, você é levado pelo ritmo intenso das ruas e das pessoas. Às vezes agradável, e outras desnorteantes, ainda mais com todo o calor e a fumaça produzida por um local que que está a pleno vapor de desenvolvimento. Ao olhar para os tailandeses há pequenas contradições entre eles, começando pela frase mais ouvida por lá: same, same but different. Eles podem ser a princípio simpáticos, mas quando não gostam do que ouvem, sai de baixo. É de chegar a te expulsarem de uma loja se você ficar olhando por muito tempo os produtos, perguntando preços, querendo experimentar e pedindo alguns descontos, mesmo com toda a graça, você pode ser expulso com muita grosseria que eles sabem fazer muito bem. Isso, é claro, na famosa Kha San Road - uma rua bem turística e uma perdição para as mulheres pelos preços de roupas e acessórios super baratos, e lógico, pelas massagens. Foi lá que ficamos e onde fui presenteada com um porrada na quina da parede do hostel, me levando a ter o dedo mindinho do pé bem machucado, praticamente cortado ao meio. Gelo, gelo, gelo e depois um remédio, tipo mercúrio, que me ajudou a conter o sangue.

Onde tem turista há onde correr um certo jeito tailandes. Acho que eles ganham do nosso jeitinho brasileiro de ser, sendo difícil escapar das pegadinhas e mini golpes locais. Tomamos alguns deles, mesmo sendo citados nos guias turísticos. Um dos primeiros foi pegar um tuk tuk – um triciclo, espécie de carro moto - para andar pela cidade e ser praticamente obrigadas a parar em dois pontos, uma loja de jóias e uma agência de turismo para que o motorista ganhasse gasolina. Mesmo não comprando nada, basta ficar 5 minutos que já é garantido o combustível. Na terceira vez não quisemos ir, e depois de vistarmos um templo fomos deixadas para trás. Essa confusão toda se contrasta com uma Bangkok bem moderna, com grandes shoppings, prédios, ruas largas...o rei, adorado e respeitado, e o Budismo estão em todo lugar – 95% seguem essa religião. Me senti muito segura lá!


Tuk tuk em Bangkok

Nos arredores de Bangkok fomos ao mercado flutuante, atualmente muito turístico, onde só se encontra souvenirs, mas ainda assim continua famoso - felizmente conseguimos ir num bem típico no Vietnã, em pleno Rio Mekong. A uma hora e meia de Bangkok fica Ayuthaya, primeiro de muitos sítios de ruínas de cidades e templos históricos que visitamos. Reservamos um dia para lá. O calor era sentido na pele e na alma. Queríamos ter feito um tour de bicicleta, mas iríamos desmaiar ao sol escaldante de meio dia. Ficamos mais uma vez com o tuk tuk. No almoço, experimentamos o famoso curry, mas estava tão apimentado, que a Cássia, amante de pimentas, também não aguentou comer. Os pratos que mais gostei de lá foram o Phad Thai, espécie de macarrão de arroz com legumes, e o fried rice, todos os dois muito populares.



Depois de templos lindos, mercado flutuante, barulho e compras, fomos para Pai - norte da Tailândia. Nosso roteiro a princípio era para Chiang Mai, mas decidimos desviar um pouco da rota e pairar sobre essa cidadezinha cheia de encantos. Pegamos um voo para Chiang Mai e fomos de van para lá - 3 horas com muitas curvas e um sono danado. Pai é uma cidade estilo hippie, com estadias ótimas e pessoas easy going. Essa região é famosa pelas Mulheres Long Necks ou Girafas, como chamadas no Brasil, que colocam largas argolas no pescoço. O turismo ainda as incentiva, mas muitos são contra pelo fato de deformar e agredir a região da coluna. Acredito que o que as mantém não é mesmo a tradição, mas por ser mais um atrativo local.

Mulher da tribo Long Neck


Criança da pequena e pacata cidade de Pai


À noite, uma boa música pode ser ouvida num dos bares, mas não acha que vai até tarde. A cidade pacata acaba seu expediente por volta das dez e meia da noite. Isso pelo menos nessa época do ano. Deixar essa cidadezinha tão acolhedora e relaxante foi difícil, ainda mais com a expectativa da próxima parada - Luang Prabang, Laos – na qual a gente não tinha muita idéia do que iríamos encontrar, mas por nossa sorte, mais uma vez, a Ásia nos surpreendeu.

8 comentários:

  1. Ler você me deu muita vontade de viajar, de conhecer esses lugares, essas pessoas.. instigante!!! Gostei demais! Não vou perder nenhum capítulo..rs..

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  2. Conhecemos Bangkoc em 2008, e lendo seus relatos fui lembrando de tudo o que vimos e sentimos. A Ásia tem uma cultura incrível. Quem ainda não foi, deve ir com espírito preparado para as diferenças. Mas não pode deixar de ir ...

    PARABÉNS pelo blog. Não quero perder nenhum "capítulo"

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  3. Estou amando ler tudo isto! Perece que estou viajando por lá. E pra mim, com certeza está sendo muito proveitoso por trabalhar com viagens!
    Continue escrevendo, pois vou indicar seu blog pra todos os meus clientes! =)

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  4. Estou adorando Quel! Muito bom poder acompanhar a sua viagem e curtir, mesmo que de longe...
    Continue escrevendo. Estarei ansiosa para ler!

    Aproveite!!

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  5. Fala Raquelzinha!!! Muito manero essa vjagem que você ta fazendo! Nunca estive por essa bandas, mas lendo os capitulos e vendo as fotos no seu blog, faz a gente imaginar como deve ser!!! Aproveite bastante e continue mandando noticias.
    Boa sorte e vai com Deus.

    Bjs
    Daniel Pacheco

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  6. Adorei os comentários...isso me incentiva a continuar!!!Beijos!

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  7. Parabéns Quel! Amei o blog!!! Que delicia de viagem e que experiência incrível! Saudades de vcs!!
    Beijo grande,

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