segunda-feira, 7 de junho de 2010

Falando em Copa...

Sexta-feira foi dia de ver a Seleção do Brasil mais de perto, quer dizer, não tão perto assim, já que em volta tinha uns 250 jornalistas, operadores de câmeras, fotógrafos, assessores de imprensa de todo o mundo, dificuldando o meu lado. Isso para ver um treino. Um dia antes o público teve acesso para assistir os jogadores treinando em Soweto. Imagina, o estádio deve ter tremido de tanta vibração. Infelizmente não estava lá.

Ter acesso aonde somente as grandes mídias são autorizadas a entrar, dá uma sensação de ser uma intrusa. Primeiro passei pelo hotel que os jogadores estão hospedados. Fica num Golf Club, um lugar lindo com um gramado impecável. A Rede Globo está com um escritório enorme e uma estrutura super moderna no mesmo local. Coisa para peixe muito grande. Os jogadores que não devem ficar muito satisfeitos, é um relação de amor e ódio que tem que buscar o equilíbrio o tempo todo.

Perto do local de hospedagem, uns cinco minutos de carro e sem trânsito, está a escola aonde eles treinam, bom para os estudantes que ainda estão em aula e podem dar uma espiada na hora que quiserem. Assisti por uma hora, e como não foi um treino coletivo, ou seja, sem jogo, ficou um pouco sem graça. Fui embora antes de acabar e fiquei esperando em Sandton City, praticamente minha segunda casa, para fazer um happy hour com o pessoal do trabalho do Matt.

Em Sandton já pude perceber que o clima de Copa do Mundo está aumentando, e cresce o número de camisas de seleções nas ruas, para não dizer nos shoppings. Sexta-feira é o dia oficial de vestir o time. Isso vem acontecendo há mais de um mês, e na verdade essa foi a última sexta-feira, já que agora não há mais dias e também não só se vê o amarelo dos Bafanas, seleção da África do Sul, mas uma mistura de cores de todos os países. O México está forte aqui; o Brasil é visto em muitos que não são brasileiros, e se mescla entre a cor da camisa do país sede. Esbarrei por um ou outro falando o nosso português, mas ainda estamos tímidos.

Apesar da cidade ser grande, três pontos são os principais destinos de entretenimento: Sandton, Melrose Arch e o Montecassino. Este último é um lugar que tenta fazer um estilo Las Vegas em versão mini, e posso dizer que o adjetivo mais adequado é brega. O New York City Center, um complexo de lojas, cinema e restaurantes do Rio de Janeiro, nem chega aos pés com a Estátua da Liberdade erguida na entrada. Como temos que variar de um lugar para o outro, sábado fui com o Matt e mais uns amigo para lá. Finalmente eles ganharam algum dinheiro, e na fila para pegar a grana estava também o ex-jogdor Edmundo, trocando suas fichas por alguns rand – moeda da África do Sul. Não é difícil encontrá-los por aqui.

Ontem, domingo, não vi televisão e nem abri os jornais, mas hoje, logo que acordei, veio a notícia que o amistoso entre Coréia do Norte e Nigéria causou tumulto na entrada do estádio Makhulong, no subúrbio de Joanesburgo. Sem ingresso, torcedores arrombaram os portões, entrando em confronto com a polícia que não conseguiu contê-los. Pelo menos 25 pessoas ficaram feridas, segundo informações locais. Tão perto do dia e um fato desastroso, ainda mais com a mídia aproveitando para dar foco aos números alarmantes da violência do país. Uma imagem suja há menos de uma semana para a abertura. Lamento o acontecimento, e espero que durante a Copa tudo seja em clima de respeito e bom senso.

Entre notícias boas e ruins, em relação à Copa ou não, o país vai receber por volta de 300 mil visitantes de todo os cantos nos próximos dias, e a África merece uma Copa do Mundo de paz. Vamos cruzar os dedos para que isso aconteça.


Treino da Seleção do Brasil

2 comentários:

  1. Que chique nossa repórter pertinho dos craques!
    Se a Globo te descobre ...
    Andre iria vibrar muito aí pertinho deles.
    Grande beijo

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  2. Cadê o Kaká??? rsrsrsrs

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